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Acervo › 2016 › julho

Zimmermann, antes de Vasco x Brasil: ”Quando subimos, imaginávamos esse tipo de jogo”

Por Gustavo Pereira · publicada em

Desde que conquistou o acesso para a Série B do Brasileirão, em outubro do ano passado, uma partida certamente não saiu da cabeça de muitos rubro-negros. E, neste sábado (9), o Brasil finalmente vai medir forças com o Vasco da Gama em São Januário, a partir das 18h30. Antes da viagem para o Rio de Janeiro, Rogério Zimmermann concedeu entrevista coletiva na sala de imprensa do estádio Bento Freitas. Na pauta, o marcante duelo, além da campanha xavante e da necessidade de reforços.

”Quando subimos de divisão, imaginávamos esse tipo de confronto, porque é o que acrescenta. Jogamos contra Náutico, Bahia e Joinville. O Vasco é um time de Série A, é aquele clube que não é para estar participando dessa divisão. Ao mesmo tempo que é um duelo difícil, é esperado. Estamos em busca desse tipo de enfrentamento. Vamos pegar o líder, a equipe que mais fez gols… dispensa apresentações”, disse o comandante.

Ainda sobre o Cruz-Maltino, Rogério analisou: ”Apesar das dificuldades nos jogos recentes, são os líderes da competição. Não dá pra separar. Enfrentaremos o mesmo Vasco do começo da Série B, com suas qualidades e defeitos, tradição e torcida”.

Foto: Bruno de la Rocha/Rede Esportiva

O alto nível de dificuldade da partida foi colocado na balança pelo treinador rubro-negro: ”Se você vai lá e faz um bom jogo, reforça o que foi feito contra Bahia, Joinville… caso contrário, é preciso saber que estaremos enfrentando um adversário favorito ao acesso. Isso é uma coisa. Outra coisa é ter ambição. Vejo o Vasco em vantagem em relação a todos os outros integrantes. Mas numa partida só você pode acreditar na vitória, é o futebol”.

Perguntado sobre possíveis alterações táticas na equipe, Zimmermann desconversou: ”Nada significativo. Queremos ver o Brasil dentro daquilo que vem jogando num jogo desse nível. Acho que seremos muito parecidos, tentaremos ser um time equilibrado. Não há como atuar só se defendendo, é preciso atacar, ter a posse de bola. Servirá como parâmetro, tanto coletiva quanto individualmente. Não penso em grandes mudanças porque a equipe vem de uma maneira razoável a boa”.

A grande interrogação é a presença ou não de Marcos Paraná. Sentindo dores, o camisa 11 é dúvida até mesmo porque o Xavante não divulga a lista de relacionados para os compromissos. ”É uma pena se não puder contar com ele. Há possibilidade de se levar um jogador a mais, porque o jogo é dois dias depois da viagem. caso ele vá e não possa jogar, eu gostaria de ter mais alternativas no banco. Interessante era contar com os atletas que vêm jogando. O gol contra o Joinville só materializou, mas ele vive um bom momento. É um jogador que possui a vocação de fazer gol, de finalizar com a direita e com a esquerda”.

Autor de um gol na vitória sobre o Joinville, Paraná é dúvida diante do Vasco (Foto: Carlos Insaurriaga/G.E. Brasil)

Outro aspecto comentado pelo técnico envolveu Cirilo, que volta de lesão mas ainda deve esperar no banco de reservas: ”Não tem uma regra, receita de bolo quanto a isso. Ainda não estudei o caso do Cirilo. A gente fez até um treino na segunda-feira contra o Progresso e ele atuou, mas no dia seguinte participou. É preciso analisar uma série de fatores. Em princípio, deve acontecer a manutenção da zaga que vem atuando. Minha preocupação é o risco de perder atletas por mais tempo, e o problema do Cirilo foi muscular…”

Até agora, em seis partidas sem mando de campo, o Rubro-Negro ainda não venceu. Segundo Rogério, isso não é problema por enquanto: ”Não preocupa. Na verdade, tenho preocupação em pontuar e fizemos isso contra Goiás e Sampaio. Houve boas partidas, como contra o Londrina. Mas como tem 19 jogos fora de casa, se for mantido um padrão de atuação, a vitória vai chegar. O campeonato não separa partidas em casa e fora, é de pontos corridos”.

Finalizando a coletiva, o tema foram as contratações, em específico para o setor ofensivo: ”Passamos pelo momento mais crítico da competição porque era muito jogo, um atrás do outro. Jogaremos nesse sábado, depois só no outro… a grande urgência era um pouco antes. Acho também que não é com relação somente a atacantes, mas sim em relação a todas as posições. Não vejo o Brasil sem contratar mais ninguém até o fim do ano. Todos os times vão contratar, cada um com sua necessidades e capacidade de investimento. Se surgir uma situação boa, de jogador com perfil do clube… é uma questão de ter certeza da contratação. Muitos querem jogar aqui, toda hora são oferecidos nomes mas não temos margem para errar”.

Clubes citados

Publicada na primeira versão do site, no endereço redeesportiva.com.br/content/zimmermann-antes-de-vasco-x-brasil-quando-subimos-imaginavamos-esse-tipo-de-jogo/

Para citar: Gustavo Pereira. “Zimmermann, antes de Vasco x Brasil: ’Quando subimos, imaginávamos esse tipo de jogo’”. Rede Esportiva, 8 de julho de 2016. Disponível em https://redeesportiva.com.br/acervo/zimmermann-antes-de-vasco-x-brasil-quando-subimos-imaginavamos-esse-tipo-de-jogo/

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