Coluna do Zeca Ferreira: o que esperar do clássico Gre-Nal?
Por Zeca Ferreira · publicada em


Embora cumprindo trajetórias diferentes e tendo rendimentos distintos desde a retomada dos jogos, Grêmio e Inter fazem na noite desta quarta (5) a final do segundo turno.
O Esportivo ofereceu menos resistência ao Inter, não por demérito seu, pelo contrário, mas por uma soma de fatores. O Inter foi avassalador, abrindo o placar logo no início do jogo, depois teve uma atuação segura que proporcionou ao seu treinador poupar atletas para a final.
O estilo que Coudet tem tentado implantar no Colorado ficou bem claro neste jogo: posse de bola e muita intensidade, além de um perde-pressiona bem caracterizado, visando recuperar a bola o mais próximo possível do gol adversário, amplitude de campo com os laterais e transições rápidas.
O Grêmio, que tem um estilo mais clássico em relação ao rival, vem entregando uma produtividade baixa há algumas rodadas. Foi assim contra o Ypiranga, no primeiro jogo, contra o Novo Hamburgo (embora aí tenha a justificativa de ter atuado com uma escalação alternativa) e novamente contra o mesmo adversário, na semifinal do turno, após um início que prenunciava alguma facilidade, cedeu espaço e tornou emocionante um jogo que caminhava para um final previsível.
No Gre-Nal de retorno do Gauchão, apesar da vitória, o Tricolor teve menos posse de bola e menor número de finalizações, mas venceu, e isso acaba por encobrir muita coisa no futebol. Mesmo que a vitória tenha vindo de um lance fortuito, de uma bola desviada na barreira, o importante é que ela aconteceu.
Nesta noite, joga-se pelo tabu, que existem para ser quebrados. O Grêmio, procurando manter a hegemonia construída num passado recente, e o Inter, pelo contrário, para interromper essa sequência. Nesta noite acaba o Gauchão 2020 para um dos grandes, e num ano de calendário totalmente alterado, com competições encerrando apenas em 2021, isso pode representar uma temporada sem uma conquista, o que é algo que sempre incomoda a clube e torcedores.
Boas participações
Vale ressaltar a qualidade tanto de Esportivo como de Novo Hamburgo nesta reta final de Gauchão. O time da Serra, a despeito do placar elástico, se mostrou consistente e bravo, acontecendo o mesmo com o Anilado, que mesmo após sair em desvantagem teve forças e organização para manter-se vivo no duelo, impondo dificuldades de certa forma até impensáveis.
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Para citar: Zeca Ferreira. “Coluna do Zeca Ferreira: o que esperar do clássico Gre-Nal?”. Rede Esportiva, 5 de agosto de 2020. Disponível em https://redeesportiva.com.br/acervo/coluna-do-zeca-ferreira-o-que-esperar-do-classico-gre-nal/