Coluna do Eduardo Torres: dupla acerta em apostar em reaproximar o torcedor
Por Eduardo Torres · publicada em

É ponto pacífico que Brasil e Pelotas ficaram devendo ao seu torcedor nos últimos anos. E isso diz respeito apenas à um fator: bola na rede. Nos dois lados da cidade, cada um em sua realidade, o momento maior do futebol ficou em falta para vermelhos e amarelos. E neste começo de ano, louvo a iniciativa das duas direções em tentar aproximar seu torcedor junto aos clubes.
Recomeçar etapas sempre deixa, no mínimo, um pouco de confiança no ar. Mais ou menos, naquela máxima antiga: “Pior que tá, não fica”. E é por aí. Dentro dos parâmetros de cada, os dois últimos Gauchões do Pelotas foram sofríveis. E pelo lado Xavante, os últimos estaduais não foram os melhores, e a última campanha na Série B foi “bruta”, como dizem lá em Pedro Osório. Os torcedores merecem atenção especial em meio à esse turbilhão.
A atenção precisa começar dentro do campo, com contratações certas, para os lugares certos e feito por pessoas certas: competentes, que conheçam do riscado e que não pensem que terão superpoderes dentro dos nossos clubes. Até agora, aparentemente, erradas as coisas não começaram. Mas vocês me conhecem, cético que sou, prefiro aguardar um pouco mais para me juntar aos otimistas – ou aos pessimistas – de ambos os lados. Os motes “o Brasil de todos” e “o Pelotas é um só” servem também para isso: juntar os otimistas e os pessimistas em uma corrente de apoio aos dois clubes.
Chamar o torcedor de volta, é resgatar a confiança deles, e isso ocorre de diversas maneiras: fazendo uma boa campanha de marketing, contratando bons jogadores, chamando pessoas identificadas para pontos estratégicos – como está sendo feito, entendendo que seja importante abrir mão de algumas coisas, como o ingresso um pouco mais acessível. Vejo esse sentimento claro na Avenida e na Baixada. Louvo isso.
A nova campanha de marketing do Brasil foi excepcional até agora, e pelo o que sei, no mês que vem, o Pelotas lança a sua. No futebol, o Pelotas tem como comandante do departamento, Gabriel Ribeiro, que já fez de um tudo dentro do clube e agora trabalha com Ademir Bertoglio. No Brasil, dois jovens torcedores são os dirigentes políticos onde Hélio Vieira – bandeira do clube – faz o elo com a comissão técnica: Arthur Lannes e Robert Veiga. Acho interessante essa mentalidade, desde que os escolhidos, junto de sua paixão pelo clube, demonstrem capacidade para as funções. O que, até agora, eles vem conseguindo demonstrar.
O futebol é muito dinâmico e muda muito rápido. Tudo ocorre diretamente relacionado com o campo. Sabemos que é assim, e vai demorar a ser diferente. Porém, nesses primeiros 14 dias de janeiro, você – estimado leitor – e eu, precisamos combinar de que o que vem sendo pensado, está sendo executado minimamente dentro do planejado. Os dois lados da cidade são merecedores de um voto de confiança.
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Publicidade da época retirada nesta versão do acervo.
Clubes citados
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Para citar: Eduardo Torres. “Coluna do Eduardo Torres: dupla acerta em apostar em reaproximar o torcedor”. Rede Esportiva, 14 de janeiro de 2022. Disponível em https://redeesportiva.com.br/acervo/coluna-do-eduardo-torres-dupla-acerta-em-apostar-em-reaproximar-o-torcedor/