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Rede Esportiva, acervo

Acervo › 2021 › setembro

Coluna do Eduardo Torres: derrota prevista

Por Eduardo Torres · publicada em

Quando falei aqui que a parada no cerrado era duríssima, convenhamos que, não era preciso ser um grande expert em Série B para chegar a tal definição. O vice-líder(que, a meu gosto, joga mais bola que o líder) recebia o lanterna, que vem apresentando muitas dificuldades em produzir algo. Era difícil prever algo que contrariasse os prognósticos de vitória verde. E foi exatamente isso: depois de um primeiro tempo razoavelmente equilibrado, a parte final foi complicada. Os comandados de Cléber Gaúcho se desarrumaram em campo, e apenas assistiram o Goiás jogar.

Quando falo em primeiro tempo razoavelmente parelho, me refiro justamente aos lampejos que o Brasil nos mostra de apresentação de padrão tático. Nesse período, o time da Baixada conseguiu ter a bola, variando nas descidas ao ataque e sendo forte defensivamente. Parecia um bom sinal, porém, como também já falamos aqui, o grande desafio de Cléber é conseguir dar continuidade a isso, pois em toda competição, foi visto em uma ou duas vezes. Contra o Goiás mais uma vez a cena foi idêntica.

Após um primeiro tempo onde esteve muito longe de ser dominado, o segundo foi muito complicado. Parecia que uma chave havia sido desligada e o Brasil, simplesmente, parara. A partir de então, o quadro era um só: o Goiás atacava e o Brasil tentava, de alguma maneira, bloquear os ataques do esmeraldino. Por fim, o 2×1 para o Goiás foi longe de ser injusto, e, acima de tudo, imprevisível. A partir de agora, o quadro fica ainda mais delicado, e será necessário agarrar-se em todas as esperanças possíveis para imaginar um final de temporada melhor do que foi o restante dela.

FALTOU SENSIBILIDADE

Amanhã acontece o tão esperado reencontro entre o Brasil e sua torcida no estádio. Após a liberação por parte das forças de segurança e da prefeitura municipal, o Brasil terá até 2500 torcedores no estádio, graças a liberação no conselho técnico da Série B, que deu conta de que, em todas as praças com a liberação do poder público local, a presença da torcida está liberada nos campos de futebol.

Espero que nessa tentativa de volta à normalidade na nossa Princesa do Sul, haja bom senso entre os que frequentarão a Baixada, tendo em vista que com o bom andamento da vacinação, os números referentes ao vírus baixaram consideravelmente, mas eles ainda não acabaram.

Quanto ao valor dos ingressos, achei totalmente fora da realidade e de bom tom. Entendo, claro, que para abrir o estádio os custos são elevados. Entendo também que vivemos em uma crise financeira gravíssima no país, e o Brasil então, nem se fala. Entendo também que o Brasil tem um quadro social baixíssimo, e urge a necessidade de aumentá-lo. Mas, entre nós, será que precisava cobrar 70 reais de ingresso nas atuais condições? O Brasil é lanterna, estamos em um final de mês e o torcedor seria um acréscimo considerável. Muita gente ainda está sobrevivendo do auxílio emergencial do governo federal. Outros ainda recebem parcelado, e outros tantos seguem desempregados. Será que essa quantia fará com que a dívida do Brasil seja abatida consideravelmente? Creio que não. Porém, quero entender que a explicação para esse valor seja além das possibilidades nas quais me referi aqui.

Publicidade da época retirada nesta versão do acervo.

Clubes citados

Publicada na segunda versão do site, no endereço www.redeesportiva.com.br/coluna-do-eduardo-torres/coluna-do-eduardo-torres-derrota-prevista/

Para citar: Eduardo Torres. “Coluna do Eduardo Torres: derrota prevista”. Rede Esportiva, 20 de setembro de 2021. Disponível em https://redeesportiva.com.br/acervo/coluna-do-eduardo-torres-derrota-prevista/

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