Coluna do Eduardo Torres: Cleber caiu. Quem será o novo comandante Xavante?
Por Eduardo Torres · publicada em

A era Cleber Gaúcho no Brasil durou pouco: foram apenas 10 jogos, com 6 derrotas e 4 empates, e o Brasil cada vez mais afundado na zona de rebaixamento. Como já me reportei algumas vezes, reitero: o quadro é grave, delicadíssimo e não tem um só responsável. Existem diversos culpados. Uns mais, outros menos. Cleber é um técnico inexperiente, desde o começo tratei sua contratação como uma aposta, pois ele realmente era uma delas. É bem verdade que uma aposta de um profissional de sucesso, dedicado, extremamente identificado com o clube, e que vinha de resultados importantes, quando, com o modestíssimo Grêmio Anápolis, conseguiu sagrar-se campeão goiano, em um estado que conta com três clubes de investimento bem maior que os demais: Goiás, Atlético e Vila Nova. Mas, mesmo assim era uma aposta. O nível da Série B é outro, e muito diferente das experiências vividas pelo ex meio campista.
Na escala de culpados, na minha opinião, Cleber não está entre os principais, pois assumiu o Brasil em queda livre, desmobilizado internamente e com um grupo com sérias defecções. Porém, ainda assim, afastou alguns atletas, indicou outros e tentou fazer algo diferente. Confesso que em algumas partidas vi um Brasil minimanete competitivo e com algum padrão, mas isso nunca foi possível ser visto por 100% de uma partida. O Brasil de Cleber, nesse modo, era parecido com o de Tencati: sobrevivia de lapsos de boas atuações. A falta de padrão, com o Brasil tendo atuações em média razoável no começo, meio e fim das partidas chamava muito a atenção. Dia desses me referi sobre isso, em um comentário na Dez FM: “O Brasil tem boas atuações no primeiro tempo, porém, algo acontece e ‘clic’: uma chave é desligada e o Brasil apaga.” – enfatizei.
Agora, muito mais importante que achar alguém que comande o Brasil nessa missão quase impossível, que é vencer nove de treze jogos restantes, é pensar – com tranquilidade – em 2022. Não esqueçamos que assim que acabar a Série B, o projeto Gauchão 2022 começa logo em seguida. Não dá para pensar em dizer que foi por falta de tempo que o certame estadual vá ser mal planejado. Quem chegar agora, precisa estar pronto, comandando o clube no estadual e na divisão nacional que for, porém, com atribuições importantes que é a chefiar a montagem do grupo e blindar o vestiário, junto com Helio Vieira e algum executivo que possa vir, pois reconstruir é muito mais difícil do que construir do zero.
Dentre os nomes aventados, confesso que o que mais me agradava era o de Itamar Schulle, porém, esse é recém chegado ao Concórdia-SC, que não liberou o técnico sem o pagamento da multa. João Brigatti e Jerson Testoni, creio que não se encaixariam dentro da realidade proposta. Alexandre Gallo, ótimo volante, técnico de bom começo de carreira, mas que há muito não faz bons trabalhos, com exceção do São Caetano na A2 Paulista, está negociando. É um nome de “grife”, mas que não me agrada. O último nome que surgiu, através do amigo Marcelo Prestes, da Rádio Universidade, é o que mais me chama a atenção: Sérgio Soares. Um técnico de rodagem, com bons trabalhos e muito experiente.
Espero que isso logo se resolva. O quadro atual, por mais difícil que seja, ainda dá esperanças para os mais otimistas, pois a matemática ainda permite pensar em reabilitação. Mas, aos que pensam no longo prazo, levam o título do livro do catalão Ferran Soriano ao pé da letra: a bola não entra por acaso. É fundamental planejar bem o futuro.
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Clubes citados
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Para citar: Eduardo Torres. “Coluna do Eduardo Torres: Cleber caiu. Quem será o novo comandante Xavante?”. Rede Esportiva, 24 de setembro de 2021. Disponível em https://redeesportiva.com.br/acervo/coluna-do-eduardo-torres-cleber-caiu-quem-sera-o-novo-comandante-xavante/