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Rede Esportiva, acervo

Acervo › 2021 › maio

Coluna do Eduardo Torres: velhas saídas ainda rendem boas soluções

Por Eduardo Torres · publicada em

Já falamos inúmeras vezes sobre o Brasil não poder “contratar por contratar”. É batido, surrado, mas é a mais pura verdade. Outras tantas vezes tu, teu amigo, teu vizinho, o amigo do teu vizinho e eu ouvimos que o Brasil não tem dinheiro. É verdade também. E aí? Faz time como? Eu respondo: usando todas as armas possíveis. Nem que para isso tenha de apelar para a criatividade, ouvindo “amigos” do clube e tentando fazer parcerias. E esse é um dos pontos a que o departamento de futebol do Brasil está se socorrendo. E não, isso não é uma novidade.

O vice-presidente de futebol do clube, Cláudio Montanelli, além de ser emblemático como dirigente e líder rubro-negro, tem casca grossa. Tem envergadura. O Brasil conta hoje, no comando do futebol, com um dos maiores dirigentes de sua história, e com um dos dirigentes mais conhecidos e respeitados do futebol gaúcho. E com o Brasil estando no patamar que está, automaticamente isso acaba se espraiando país afora.

E no último dia 15, em entrevista ao jornal O Tempo, de Belo Horizonte, isso ficou mais nítido, quando Montanelli falou sobre essas parcerias com os clubes da capital mineira e dos laços mantidos com profissionais com relação junto ao clube.

“Tenho grandes amigos no futebol mineiro, pessoas que gostam realmente do Brasil e estão sempre dispostas a nos ajudar, pois sabem das nossas dificuldades e não medem esforços para ver nosso clube sendo competitivo”, contou Montanelli, mostrando que, em tempos de formalidades e salamaleques no futebol, a relação de parceria entre profissionais é importante, e ainda funciona. Se Arthur e Wellinton são jogadores que não servem para o Cruzeiro, que hoje tem Bruno José – que não servia para o Inter, e em um passado pouco distante serviu bastante para o Brasil – quem disse que eles não podem se dar bem na Baixada? E do Atlético, de Cuca e Rodrigo Caetano, que passaram pelo clube da Baixada na década de 90, já chegaram Wesley e Paulo Victor, e agora chegará o lateral Kelvin, que vem muito bem falado da capital do pão de queijo. Lembro que a rede de contatos rubro negra se estende ainda até o bairro do Horto, onde fica a sede do América, de Lisca e Marcio Hahn, que dispensam apresentações.

As contratações podem não dar certo? Evidente que sim. Futebol não é uma ciência exata. Quem se dá bem aqui, não se dá bem em outro local, e quem vem de bom momento em plagas mais distantes, pode não conseguir desempenhar futebol em bom nível por essas bandas. Mas, convenhamos: é preferível buscar nomes de centros consolidados, do que de onde nem sabemos.

Publicidade da época retirada nesta versão do acervo.

Clubes citados

Publicada na segunda versão do site, no endereço www.redeesportiva.com.br/gremio-esportivo-brasil/coluna-do-eduardo-torres-velhas-saidas-ainda-rendem-boas-solucoes/

Para citar: Eduardo Torres. “Coluna do Eduardo Torres: velhas saídas ainda rendem boas soluções”. Rede Esportiva, 17 de maio de 2021. Disponível em https://redeesportiva.com.br/acervo/coluna-do-eduardo-torres-velhas-saidas-ainda-rendem-boas-solucoes/

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