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Rede Esportiva, acervo

Acervo › 2021 › agosto

Coluna do Eduardo Torres: nova era, velhos problemas

Por Eduardo Torres · publicada em

A era Cleber Gaúcho não começou bem para o Brasil. Na última sexta, o Xavante foi até Campinas, no interior paulista, para enfrentar o Guarani, e perdeu por 2×0. Derrota essa, que somada à resultados paralelos, colocou o clube na lanterna do Campeonato Brasileiro da Série B.

A realidade é que Cleber, tentou mudar e mudou demais. A defesa foi quase nova, com Oliveira estreando como titular, Artur Henrique e Alan Dias no miolo de zaga e João Siqueira, improvisado na lateral-esquerda. Ao lado de Wesley, Gabriel Terra entrou para ser um jogador móvel: ajudar a defender sem a bola, e encostar em Renatinho com ela. Não deu certo.

O jogo não era dos melhores no aspecto técnico, até que acontece um lance capital da partida: após descida pelo lado, o Guarani tenta a jogada áerea, e Matheus Nogueira intercepta a bola. Quando deu prosseguimento, para ligar um contra-ataque, o volante Wesley, de maneira irresponsável, deu um pontapé dentro do jogador do Guarani dentro da área, e o árbitro, corretamente marcou o pênalti, que ocasionou no primeiro gol dos donos da casa.

O ato desmedido e destemperado de Wesley é passível de punição. E não só afastá-lo do time, pois, sem nenhuma dúvida, o pênalti cometido por ele mudou o panorama do jogo, mas sim, cabe à direção multar o atleta. Já falamos sobre isso outras vezes: o Brasil já tem problemas demais para se preocupar, e não precisa de outros.Na situação atual, que é crítica, não ter um jogador 100% concentrado e comprometido com o que realmente importa, é inadmissível. Cleber deu um exemplo sobre isso em sua apresentação: “Se o Joãozinho não quiser(ajudar), pode ter certeza que o Pedrinho vai querer, e vai estar no lugar dele.” – o recado foi claro. Não conheço o Cleber treinador, mas o atleta – além de ótimo jogador – tinha uma marca importante: o comprometimento com a causa. Não é por menos que era um líder no campo, e hoje é técnico. Creio que Wesley responderá pelo ato, e isso representará bastante junto ao grupo. No segundo tempo, o Bugre ainda marcou outro, com o lateral-esquerdo Bidu, desviando de cabeça, dando números finais ao marcador, e impondo mais um revés ao Brasil no certame nacional.

O quadro vai ficando cada vez mais grave, todos estamos vendo e acompanhando de perto. E além das questões técnico-táticas, fica cada vez mais claro que Cleber Gaúcho e Hélio Vieira precisarão fazer uma blindagem ao vestiário e ficarem atentos aos mínimos detalhes possíveis. O ato desmedido de Wesley não pode ser repetido nem de longe. Se antes esta coluna falava que era preciso correr o dobro, ser eficiente na bola área, focar nos pontos fortes e ser efeitvo na frente, agora acrescenta-se mais um ponto: os atletas do Brasil precisam estar com o nível de concentração no alto. Sempre. Não dá para correr o risco que algum ato isolado comprometer mais uma partida.


Os textos desta coluna são de responsabilidade do autor e não representam, necessariamente, a opinião dos editores do site.

Publicidade da época retirada nesta versão do acervo.

Clubes citados

Publicada na segunda versão do site, no endereço www.redeesportiva.com.br/coluna-do-eduardo-torres/coluna-do-eduardo-torres-nova-era-velhos-problemas/

Para citar: Eduardo Torres. “Coluna do Eduardo Torres: nova era, velhos problemas”. Rede Esportiva, 9 de agosto de 2021. Disponível em https://redeesportiva.com.br/acervo/coluna-do-eduardo-torres-nova-era-velhos-problemas/

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