Coluna do Eduardo Torres: na melhor atuação do ano, só faltou a vitória
Por Eduardo Torres · publicada em

Sejamos justos: contra a Ponte Preta o Brasil teve atuação consistente. Aliás, atrevo-me a dizer que vimos a melhor atuação dos comandados de Cláudio Tencati no ano. No empate contra os paulistas, o Brasil ainda demonstrou alguns problemas – principalmente na defesa – mas teve uma atuação coesa, criou chances e poderia – deveria – ter ganho.
Antes de começar o pormenorizar os detalhes, gostaria de lembrar duas questões: 1) a régua do Brasil em relação à si mesmo na temporada é baixa. 2) Sim, houve evolução. Sigamos: sem Bruno Matias, Tencati supreendeu e foi de Wesley para o jogo. Escolha acertada, pois ele ao lado de Rômulo deram maior proteção para a linha de defesa, fazendo assim que Gabriel Terra, Lucas Santos, Fabricio e Ramon tivessem ainda mais liberdade no campo de ataque. Lucas Santos e Fabricio, aliás, estão cada vez mais consolidados como titulares e jogadores de fundamental importância ao Brasil.
Além do quarteto citado acima, ressalto outros dois atletas que tiveram participação decisiva para o bom rendimentos dos Xavantes na sexta-feira: Kevin e Wesley. Que Kevin já deveria estar jogando, já vínhamos comentando. Favas contadas. Lateral de recurso, com muita qualidade, e muito superior ao seu concorrente de posição, Arthur – que está de malas prontas para o Goiás, só esperando a direção esmeraldina depositar o valor da multa. Na sexta, mais uma vez Kevin mostrou suas credenciais, e deixou claro que sua titularidade chegou antes tarde do que nunca. Já Wesley se mostrou de forma interessante. Na primeira função executada, a de reforçar o setor de contenção no meio-campo, passou com louvor. Com força e vitalidade, fez boa dupla com Rômulo. Por outro lado, surpreendeu quando apareceu algumas vezes como elemento surpresa no campo de ataque.
O primeiro tempo foi de muito boa performance dos rubro-negros. Contra uma acoada Ponte Preta, o Brasil foi para cima e criou boas chances, porém, esbarrou na falta de pontaria. Já na etapa final, razoavelmente cedo, as coisas pareciam se acomodar quando Fabrício abriu o marcador para o Brasil, mas os mesmos problemas de sempre apareceram, e, mais uma vez, em falha de marcação, a Ponte empatou logo depois.
Após o gol da macaca, o jogo teve uma queda brusca de qualidade, ficou mais truncado e a maior parte das chances era via bola aérea, e nenhuma das equipes teve sucesso, apesar da Ponte, de maneira atabalhoada, ter tentado um pouco mais no fim.
No final das contas, achei o 1 a 1 injusto. Por ter visto evolução, a principalmente no primeiro tempo, creio que o Brasil poderia ter tido melhor sorte. Faltou o gol(ou um gol mais). Paciência.
Agora, amanhã contra o Brusque, a tendência é de jogo muito mais encrespado. O time catarinense é muito ajustadinho e de mais qualidade que a Ponte Preta. Será um jogo totalmente diferente, onde o Brasil, possivelmente terá de esperar pelo Brusque, que após não ter conseguido vencer, deve vir para cima. Porém, creio que se o padrão apresentado no último jogo for repetido, é possível crer no seguimento da evolução já vista e um bom resultado. Aguardemos.
Hoje, às 20h, tem Prorrogação na Dez FM. Renan, Elias e eu aguardamos vocês nos 91.9 FM
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Para citar: Eduardo Torres. “Coluna do Eduardo Torres: na melhor atuação do ano, só faltou a vitória”. Rede Esportiva, 28 de junho de 2021. Disponível em https://redeesportiva.com.br/acervo/coluna-do-eduardo-torres-na-melhor-atuacao-do-ano-so-faltou-a-vitoria/