Coluna do André Müller: vitória xavante amenizou pressão sob Bolívar
Por André Müller · publicada em


A surpreendente vitória xavante diante do Botafogo-SP, em Ribeirão Preto, veio em excelente momento. É óbvio que ganhar é importante sempre, mas o turbilhão provocado pela saída inesperada de Rogério Zimmermann às vésperas do recomeço da Série B aumenta ainda mais a relevância do resultado positivo.
A direção agiu rápido para anunciar o novo técnico, mas, por se tratar de um técnico que ainda está iniciando a carreira, Bolívar dividiu opinião entre os torcedores.
O certo é que mais uma vez a competência de Gustavo Papa, técnico interino na vitória do último sábado, contribuiu muito para baixar um pouco a poeira na Baixada e dar uma tranquilidade maior para a nova comissão técnica. Papa, aliás, apagou o incêndio no Gauchão após a saída de Paulo Roberto Santos, fechou grupo e conseguiu evitar a queda para a Divisão de Acesso e a classificação para a segunda fase na Copa do Brasil.
Bolívar tem perfil vencedor e parece ser um técnico promissor
Bolívar ainda não é um técnico de Série B. Esta será a sua maior oportunidade na recente carreira. No entanto, pela liderança que sempre demonstrou na vitoriosa trajetória como atleta, associada aos trabalhos razoáveis no Novo Hamburgo e no Cianorte, indica que poderá ser um bom comandante.
Logo na chegada fez questão de se aproximar dos integrantes da comissão técnica permanente e ressaltar a importância de cada um na sequência do trabalho. Com certeza irá precisar muito principalmente de Papa e Cirilo, que conhecem muito o clube e o grupo de jogadores.
Zimmermann errou na estratégia de saída, mas o que já fez de positivo não pode ser apagado
A maneira que ocorreu a saída de Zimmermann do Brasil foi inadequada. Já havia me manifestado a respeito do assunto e acho que, por tudo que construiu no clube, não poderia ter abandonado três dias antes da retomada na Série B, depois de uma pausa aproximada de um mês. Mas é preciso também ressaltar que essa atitude não isenta em nada os erros cometidos pela direção. Tudo que Rogério expôs quando concedeu entrevista justificando a saída é verdadeiro.
A direção, também por dificuldades financeiras, não consegue colocar em prática o que é planejado. Em conjunto, principalmente com o presidente Ricardo Fonseca, Zimmermann elencou uma série de necessidades de evolução estrutural para acompanhar os bons resultados de campo e fazer com que, não só o time, mas o clube também crescesse. Nada, ou muito pouco, foi feito.
Eu não tenho dúvidas de que Rogério Zimmermann é uma pessoa de difícil convivência, mas, como técnico do Brasil, sempre foi muito competente e fundamental para a chegada na Série B e a permanência entre os melhores do país.
Se um dia voltará ao clube, não há como prever. Mas é inegável que é um dos maiores técnicos da história xavante.
Publicidade da época retirada nesta versão do acervo.
Clubes citados
Publicada na segunda versão do site, no endereço www.redeesportiva.com.br/gremio-esportivo-brasil/coluna-do-andre-muller-vitoria-xavante-amenizou-pressao-sob-bolivar/
Para citar: André Müller. “Coluna do André Müller: vitória xavante amenizou pressão sob Bolívar”. Rede Esportiva, 15 de julho de 2019. Disponível em https://redeesportiva.com.br/acervo/coluna-do-andre-muller-vitoria-xavante-amenizou-pressao-sob-bolivar/