Coluna do André Müller: a volta da identidade no Pelotas
Por André Müller · publicada em


Os anúncios recentes nos bastidores do Pelotas indicam uma tentativa de dar mais identidade ao clube. Manoel Nunes e Rafael Farias no futebol e Gabriel Ribeiro na comunicação são nomes totalmente identificados com as cores áureo-cerúleas. Além disso, o que é mais importante, têm serviços prestados ao clube e com resultados positivos.
A ausência da competitividade tem relação com a identidade. Evidente que a qualidade, dentre os fatores que determinam o resultado positivo, é o principal. Mas entrosamento, força mental e organização complementam o sucesso no futebol.
Nos trabalhos recentes houve pouca continuidade e isso certamente aumentou a dificuldade para vencer. Evidente que ser torcedor do clube não é o que determina sucesso ou fracasso do trabalho, mas é fundamental entender como funciona o processo para traçar o perfil dos profissionais.
Fortalecimento do trabalho é fundamental
Mesmo que o resultado não seja o esperado, o trabalho deve partir de uma base. Não dá para começar sempre da estaca zero imaginando resultado imediato.
A história do futebol mostra que a maioria dos vencedores alcançam os objetivos com uma sequência ano após ano, corrigindo pontualmente os erros e a montagem do elenco.
O maior problema do Pelotas atualmente é o Brasil. Não só por ser o rival numa zona mais confortável em termos de competições, mas principalmente pela a ascensão rápida da Divisão de Acesso Gaúcha até a Série B nacional, causando uma falsa ideia de que o caminho é fácil.
É normal e até aceitável a ambição em chegar no mesmo patamar, no entanto, é fundamental o entendimento que isso não se dará somente pela vontade.
Experiência própria
O último resultado verdadeiramente positivo foi o acesso ao Gauchão em 2018, principalmente nas quartas de final, quando saiu perdendo no primeiro confronto em Bento Gonçalves para o Esportivo por 2 a 0 e reverteu na Boca do Lobo vencendo por 3 a 0.
Naquela oportunidade havia uma base de um fracasso na Copinha do ano anterior, mas com a convicção que a resposta do grupo poderia ser diferente. A base foi mantida e sequência determinou um amadurecimento do trabalho.
Claro que os títulos posteriores, da Copa Seu Verardi em 2019 e da Supercopa em 2020 são importantes, mas o grau de dificuldade é inferior.
Publicidade da época retirada nesta versão do acervo.
Clubes citados
Publicada na segunda versão do site, no endereço www.redeesportiva.com.br/coluna-do-andre-muller/coluna-do-andre-muller-a-volta-da-identidade-no-pelotas/
Para citar: André Müller. “Coluna do André Müller: a volta da identidade no Pelotas”. Rede Esportiva, 14 de janeiro de 2021. Disponível em https://redeesportiva.com.br/acervo/coluna-do-andre-muller-a-volta-da-identidade-no-pelotas/