Coluna do André: direção xavante tem um grande desafio pela frente
Por Redação · publicada em


Provavelmente os números apresentados por Ricardo Fonseca, presidente do Brasil, à Rádio Pelotense, não correspondam exatamente com a verdade, mas o que ele quis dizer foi que, mesmo jogando Série B, Copa do Brasil e Gauchão, o clube custa mais do que arrecada.
Em partes é compreensível. A excelente performance de acessos, que o levaram rapidamente à Série B, atropelou um pouco o processo e obrigou o time a improvisar o estádio em reforma para alcançar a capacidade mínima de 10 mil lugares exigida pelo regulamento da competição.
Além disso, a mudança de patamar motivou também uma série de ajustes como condições do gramado, iluminação, segurança, categorias de base e quadro de funcionários. Tudo isso envolvendo muito dinheiro. E mudança foi drástica…
O clube, incluindo a torcida, ainda está em processo de adaptação à posição que ocupa no cenário nacional. Mesmo já sendo o quarto ano consecutivo entre os 40 melhores do país, ainda precisa entender melhor o patamar que atingiu para se equilibrar na gestão.
Os erros de avaliação também contribuem para que ocorram mais dispensas do que o desejado e, associados à falta de recursos para honrar com todos compromissos de quem sai, gera um passivo comprometedor. Em algum momento, a conta terá de ser paga.
Como fazer com que a conta do futebol caiba no bolso do torcedor
Em tese, a conta é simples. Ou arrecada mais ou gasta menos. Mas a falta de convicção e o medo da queda atropelam o planejamento e os custos se elevam.
A conta sempre é repassada para a torcida, mas, como tudo na vida, a acessão tem ônus e bônus. O futebol atual é muito mais caro e a renda média do brasileiro é baixa. Com todos jogos televisionados na Série B, isso ainda contribui para diminuir a presença de público nos jogos.
Mesmo que a mensalidade média para se associar seja considerada baixa pelo produto que o clube entrega, muitos que gostariam de contribuir não tem essa capacidade. É preciso encontrar um meio de contemplar também o torcedor de classe financeira mais baixa, resgatar esse torcedor e arrecadar mais.
A tarefa não é fácil, mas a direção precisa se reinventar para estancar o déficit e acompanhar o crescimento dos resultados de campo também na gestão.
Dupla Bra-Pel na Série C da Liga Gaúcha de Futsal
Desde 2013 não temos sequer um campeonato citadino de futsal adulto. A cidade, que é muito tradicional na modalidade, carece de organização, mas neste ano três equipes locais estarão na disputa estadual. O Paulista, em parceria com a UFPel, disputará a esvaziada Série Ouro da Federação Gaúcha, e o Pelotas e o Brasil disputarão a Série C da Liga Gaúcha de Futsal.
A confusão começa pela divisão das competições, com as principais equipes do estado trocando a Federação pela nova liga, e segue com o Brasil, que optou por não liberar o nome, forçando a criação da Associação Brasil de Futsal, com o símbolo no mesmo formato xavante e as mesmas cores. A Série C da Liga inicia no dia 27 deste mês.
Publicidade da época retirada nesta versão do acervo.
Clubes citados
Publicada na segunda versão do site, no endereço www.redeesportiva.com.br/coluna-do-andre-muller/coluna-do-andre-direcao-xavante-tem-um-grande-desafio-pela-frente/
Para citar: Rede Esportiva. “Coluna do André: direção xavante tem um grande desafio pela frente”. Rede Esportiva, 2 de abril de 2019. Disponível em https://redeesportiva.com.br/acervo/coluna-do-andre-direcao-xavante-tem-um-grande-desafio-pela-frente/