Coadjuvantes aqui, craques lá fora!
Por Michel Burkert · publicada em

Quantas vezes o torcedor comemorou a contratação daquele centroavante matador, artilheiro do Campeonato Gaúcho. Sonhou com aquele meia destaque do Campeonato Catarinense. Porém, ao vestir a camisa rubro-negra, áureo-cerúlea ou tricolor, eles decepcionaram. O Rede Esportiva lembra você de alguns “craques”, que chegaram ao futebol pelotense a peso de ouro, mas não aguentaram a pressão, e saíram daqui como simples jogadores, sem deixar saudades no torcedor. No entanto, hoje são destaques em seus atuais clubes.

Após marcar oito gols e conquistar a artilharia da Série C de 2009 pelo Icasa, o atacante Marciano foi contratado para resolver os problemas do ataque Xavante na Copa FGF Arthur Dallegrave do mesmo ano. Com a camisa rubro-negra foram apenas dois gols. O “goleador” deixou Pelotas sem agradar o torcedor.
De volta ao Icasa na temporada 2011, Marciano foi goleador do time no estadual com 13 gols. Aos 30 anos, o atacante é o maior artilheiro do clube com 80 gols. Pela Série B do Brasileiro, mesmo na reserva, já balançou a rede uma vez.
Ídolo do torcedor do Icasa, Marciano ainda integra um seleto grupo de jogadores de futebol. Paralelamente ao esporte ele cursa Direito na Universidade Regional do Cariri (Urca), no Crato, e está bem perto de se formar. Após se aposentar dos gramados Marciano sonha em tornar-se delegado, profissão exercida pelo seu pai.

O Salgueiro Atlético Clube é um dos debutantes do Brasileirão Série B deste ano. No elenco da equipe pernambucana, quarta colocada na Série C 2010 estava o zagueiro, “Xerifão”, Ney Santos, lembram dele? Pois é, contratado por Luis Parise, o defensor fez parte daquele time que todo o Xavante quer esquecer.
Revezando-se na zaga com Moreira e Alex Martins, Ney Santos participou da pífia campanha da Segundona 2010, quando o rubro-negro não foi além da primeira fase. No entanto, no mesmo ano ele conseguiu o que hoje ainda é um sonho para os Xavantes, o acesso a Série B do Brasileiro. Atualmente o zagueiro defende o Cuiabá E.C. que vai disputar a Série D da Brasileiro.
Na Boca do Lobo também existem casos interessantes. O exemplo mais recente é o atacante Rafael Refatti. Com um currículo recheado, com passagens pelo futebol italiano, uruguaio e equatoriano, o centroavante foi contratado para disputar posição com o ídolo Sandro Sotilli no Gauchão 2010, Refatti passou mais tempo no departamento médico do que nos gramados, pouco atuou.

Contratado pelo Avenida de Santa Cruz para disputa da Segundona 2011, tornou-se artilheiro do Periquito marcando cinco gols em 11 jogos. Mesmo na reserva é principal goleador do time.
No Farroupilha a história é um pouco diferente. Eleito o melhor zagueiro do Campeonato Gaúcho 2011, defendendo o Cruzeiro, Léo foi descoberto por Paulo Lima, o Chapolin, hoje coordenador das categorias de base do Farroupilha, e atuava como centroavante.
“Era o meu 9. Até me assustei quando vi ele de zagueiro, mas o menino é muito bom, vai dar certo no futebol. Quando vi aquele gol contra o Inter, não me surpreendi”, conta Chapolin, que ainda mantém contato com Léo.
Dispensado após uma seleção no Fragata, o garoto surgiu anos depois como defensor no “Cruzeirinho”. O destaque no Gauchão deste ano lhe rendeu uma transferência para o Benfica de Portugal.

OBS: Se você se lembra de algum caso semelhante, envie para nós, ([email protected]) ou deixe seu comentário, e o Rede Esportiva vais buscar informações, sobre mais este “craque” que não deu certo no futebol pelotense.
Clubes citados
Publicada na primeira versão do site, no endereço redeesportiva.com.br/content/coadjuvantes-aqui-craques-la-fora/
Para citar: Michel Burkert. “Coadjuvantes aqui, craques lá fora!”. Rede Esportiva, 3 de julho de 2011. Disponível em https://redeesportiva.com.br/acervo/coadjuvantes-aqui-craques-la-fora/