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Rede Esportiva, acervo

Acervo › 2019 › março

5 momentos inusitados do Gauchão

Por Rafaela Tavares · publicada em

Quantas vezes você já escutou a frase: “Isso só acontece no Gauchão”? Dá uma olhada em alguns desses momentos que separamos para tentar explicar essa frase.

Cachorro policial morde jogador

Em 2012, Novo Hamburgo e Caxias se enfrentavam no Estádio do Vale. A partida estava 1 a 0 para o time da casa quando, no final do jogo, houve uma confusão e os jogadores cercaram a arbitragem. A Brigada Militar entrou em ação junto com seus cães. Quem se deu mal foi Vanderlei, atacante do Caxias, que na confusão teve a perna mordida por um dos cachorros. Por sorte, nada de mais grave aconteceu e o jogador seguiu na partida.

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Gramado de queimar os pés

Recentemente, pelo Gauchão 2019, o São José recebeu (e venceu por 2 a 0) o Inter pela terceira rodada, em seu novo gramado sintético. Mas, mesmo mais moderno, o tapete não conseguiu evitar a forte temperatura do solo: que chegou a marcar 60 graus. A solução foram baldes com água e gelo para os jogadores refrescarem suas chuteiras.

Essa não foi a primeira vez: em 2014, o time B do Grêmio passou por situação parecida. Na estreia do Gauchão, os termômetros no chão marcavam mais de 60 graus e jogadores também tiveram problemas com a situação.

Gauchão na neve

Tem muito calor, mas também muito frio. Na década de 70, os flocos brancos marcaram história no Gauchão: em 1979, duas partidas tiveram neve e quatro times tiveram a missão de jogar futebol sob a grama congelada. Na primeira, Esportivo e Grêmio empataram em 0 a 0. O jogo foi disputado no Estádio da Montanha, em Bento Gonçalves.

A segunda partida também foi na região serrana do Estado: o Caxias recebeu o Bagé, no Estádio Centenário, e venceu por 1 a 0. O jornal pioneiro registrou o momento.

Foto: Central do Futebol Gaúcho/Jornal Pioneiro

A primeira partida disputada com neve no país, no entanto, foi antes disso. Em 1975, em um amistoso entre Juventude e Inter-SM. Na época, não era comum nevar durante as partidas nem na Europa. Atração a mais que levou muitos torcedores ao Alfredo Jaconi.

Rivalidade até no cara ou coroa

Foto: montagem sobre fotos (Lucas Uebel/AI Grêmio e Ricardo Duarte/AI Inter)

No ano passado, durante o Gre-Nal, a disputa ferrenha começou antes mesmo da bola rolar. No cara ou coroa. Maicon e D’Alessandro disputavam os lados de campo na moeda quando se estranharam e o clima esquentou. O juiz teve que segurá-los e dar uma bronca antes do apito inicial. A partida terminou em 2 a 2.

Dia interminável no Olímpico

Em 1994, com uma fórmula esquisita criada pela Federação Gaúcha, o campeonato começou em março e foi terminar apenas em dezembro. Com 23 clubes disputando turno e returno, ocorreram mais de quarenta rodadas. Na época, o Tricolor treinado por Felipão disputava várias competições – Copa do Brasil, Brasileiro, Supercopa e Conmebol. Então, sem chances de títulos, o Grêmio atuou três vezes no mesmo dia para cumprir tabela. Os jogos foram às 14h, 16h e 18h, revezando seus jogadores.

A primeira partida foi um empate com placar fechado diante do Aimoré. Na segunda, vitória tricolor por 4 a 3 contra o Santa Cruz. E, na última, mais uma vitória gremista: 1 a 0 contra o Brasil.

Clubes citados

Publicada na segunda versão do site.

Para citar: Rafaela Tavares. “5 momentos inusitados do Gauchão”. Rede Esportiva, 11 de março de 2019. Disponível em https://redeesportiva.com.br/acervo/5-momentos-inusitados-do-gauchao/

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