Nos pênaltis, Brasil perde para o Juventude e fica com o vice do Quadrangular Pentacolor

Em competição marcada pelo equilíbrio, Xavante deixa escapar o caneco depois de dois empates

Chegou ao fim na noite deste domingo (17) o Quadrangular Pentacolor, em Veranópolis. Após igualdade por 1 a 1 no tempo normal, o Brasil foi superado pelo Juventude nos pênaltis (3 a 2) e agora volta para Pelotas com o segundo lugar no torneio amistoso.

Mais cedo, o Lajeadense bateu o VEC e conquistou o terceiro lugar da competição, também nas penalidades. O 1 a 1 teve o placar mexido por Márcio Jonatan para o time da casa e Diego Miranda para a equipe do Vale do Taquari.

O Gauchão terá seu pontapé inicial dado daqui a duas semanas. Até lá, porém, o Rubro-Negro ainda tem dois testes a serem feitos. Na quarta-feira (20), a delegação viaja até São Leopoldo para encarar o Aimoré. Dois dias depois, o compromisso é contra o São Paulo, no Aldo Dapuzzo. Ambas as partidas são às 20h.

Juventude larga na frente no começo, mas Diogo Oliveira empata com lindo gol

O duelo começou com cerca de 20 minutos de atraso devido às cobranças de pênalti na partida anterior. Escalado com a mesma equipe que iniciou diante do Veranópolis, exceto a troca de Luiz Muller por Eduardo Martini, o Brasil saiu atrás logo aos 4 minutos. Em levantamento na área, o zagueiro Heverton aproveitou confusão e empurrou para as redes: 1 a 0 a favor do Juventude.

Após período que teve as jogadas concentradas na faixa central do campo, o Rubro-Negro igualou o marcador. Aos 17 minutos, Diogo Oliveira fez boa leitura de jogo, se movimentou até o espaço vazio, recebeu belo passe de Xaro e tirou magistralmente o goleiro Elias do lance para empatar a partida: 1 a 1. Aos 24, o autor do gol alviverde vacilou e Nena ficou com a sobra. No entanto, a boa oportunidade foi perdida quando Vacaria impediu o arremate do camisa 9 xavante.

No momento em que o relógio apontava meia hora de bola rolando, os caxienses assustaram pela primeira vez depois do tento. Uma cobrança de falta – cometida por Teco – foi na cabeça de Brenner, que cabeceou e exigiu ótima intervenção de Martini. Antes do encerramento da etapa inicial, o Brasil teve duas boas faltas ao redor da área, mas não conseguiu convertê-las em chances de virada.

Foto: Jonathan Silva/ G.E. Brasil

Foto: Jonathan Silva/ G.E. Brasil

Segunda etapa parada encaminha definição para os pênaltis

Nos últimos 45 minutos do torneio, Rogério Zimmermann finalmente colocou em prática o que disse durante a semana anterior, ainda em Pelotas. O treinador alterou os dez jogadores de linha, mantendo apenas Eduardo Martini. Desta vez, o esquema 4-2-3-1 foi mantido, com as mesmas ideias e movimentos. Por outro lado, Antônio Carlos Zago não realizou nenhuma modificação no intervalo.

Mais uma vez sendo a principal peça ofensiva rubro-negra nos ataques com velocidade pelo flanco esquerdo, Ramon protagonizou as duas melhores oportunidades de gol na segunda etapa. Aos 13, desperdiçou ao chutar para fora. Logo na sequência, ele foi acionado por Marcos Paraná e finalizou com o mesmo destino: fora. A partir daí, teve início uma pequena pressão xavante em duas faltas. Na primeira, Galiardo cruzou para testada perigosa de Brock. Em seguida, foi a vez do meio-campista arriscar direto para defesa firme de Elias.

Com maior volume de jogo, o Brasil não conseguiu levar perigo à meta adversária. O Juventude, que sofreu algumas alterações, também não era capaz de assustar. A esperança das duas equipes passou a ser somente a bola parada, até que Dieguinho obrigou Martini a fazer defesa importante. Assim, o Xavante foi para mais uma decisão em penalidades máximas.

PÊNALTIS

Itaqui: na trave;
Marcos Paraná: defesa de Elias, no canto esquerdo.

Pará: bela defesa de Eduardo Martini;
Gustavo Papa: bola para um lado, Elias para o outro: GOL.

Dieguinho: batida forte, alta: GOL;
Ramon: no travessão.

Juan: deslocando Martini com categoria: GOL;
Marcio Hahn: sem chances de intervenção do goleiro: GOL.

Brenner: novamente, bola para um lado e Martini para outro: GOL.
Cirilo: defesa de Elias e vitória do Juventude.

FICHA TÉCNICA

Brasil (primeiro tempo): Eduardo Martini; Wender, Leandro Camilo, Teco e Xaro; Leandro Leite, Washigton, Felipe Garcia, Diogo Oliveira e Cleverson; Nena.

Brasil (segundo tempo): Eduardo Martini; Ricardo Bierhals, Cirilo, Fernando Cardozo e Brock; Galiardo, Marcio Hahn, Moisés, Marcos Paraná e Ramon; Gustavo Papa. Técnico: Rogério Zimmermann.

Juventude: Elias; Helder, Klaus, Heverton e Pará; Vacaria, Itaqui, Dieguinho e Felipe Lima (Guilherme, 24/2ºT); Dionas Bruno (Augusto, 33/2ºT) e Brenner. Técnico: Antônio Carlos Zago.

Gols: Heverton, 4/1ºT (JUV); Diogo Oliveira 17/1ºT (BRA).

Árbitro: Marcio Eberle Castelli, auxiliado por Maicon Fernando da Silva e Juliano Orestes da Costa.

Cartões amarelos: Felipe Garcia, Leandro Leite e Marcio Hahn (BRA); Klaus, Pará, Brenner e Dionas Bruno (JUV)

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