Nos pênaltis, Brasil passa pelo Veranópolis e vai à final do Quadrangular Pentacolor

Após empate sem gols, Rubro-Negro faz 3 a 1 nas cobranças da marca da cal e agora enfrenta o Juventude na final do torneio

A temporada xavante começou com emoção. É verdade que o Quadrangular Pentacolor é somente um torneio amistoso. Mesmo assim, o Brasil voltou a vencer uma decisão por pênaltis depois de ser superado nas duas últimas. Após um 0 a 0 marcado por poucos bons momentos nos 90 minutos, o Rubro-Negro fez 3 a 1 nos pênaltis e se credenciou para disputar a final diante do Juventude, que bateu o Lajeadense pelo placar mínimo.

Agora, o Xavante encara o Papo, no mesmo Antônio David Farina, no domingo (17), às 20h. Antes, às 18h, Lajeadense e VEC duelam pelo terceiro lugar da competição.

Sem grandes lances de perigo, tempo normal acaba zerado

Escalado com os 11 que estão na ponta da língua do torcedor (exceto Luiz Muller), o Brasil viu o adversário dominar as ações nos primeiros momentos de partida. Aos 7, Massari exigiu boa defesa do arqueiro xavante em cobrança de falta. Pouco depois, o ex-rubro-negro Márcio Jonatan assustou a meta de Muller ao arriscar de fora da área. Sem conseguir chegar perto do gol rival, restavam os chutes de longa distância. Felipe Garcia e Xaro tentaram mas não obtiveram sucesso. Assim, a etapa inicial terminou sem grandes lances.

Para o segundo tempo, o VEC voltou igual. Por outro lado, Rogério Zimmermann realizou apenas uma alteração: trocou Luiz Muller por Eduardo Martini, seguindo a linha de dar maior ritmo aos atletas. A parte final do jogo mal havia começado quando Xaro levantou e Edson desviou contra, acertando a trave. Logo na sequência, Leandro Camilo ficou com rebote na área e soltou uma pancada para ótima defesa de Léo.

Aos 12 minutos, o comandante xavante fez duas trocas até certo ponto surpreendentes: trocou Nena e Cleverson por Ramon e Marcos Paraná. O destaque ficou por conta da inovação tática feita por Zimmermann: o treinador deixou a equipe sem centroavante fixo, em uma espécie de 4-2-4. Mesmo com intensa movimentação no ataque, o Rubro-Negro não conseguiu assustar, assim como o VEC. 0 a 0 e pênaltis.

Foto:  Jonathan Silva/ G.E. Brasil

Foto: Jonathan Silva/ G.E. Brasil

Série com aproveitamento ruim é decidida por Martini e Ramon

Nas derradeiras cobranças de pênalti, foi o Brasil quem começou na marca da cal. Marcos Paraná, com categoria e frieza, abriu o marcador. Na batida de segurança, no meio da meta, Júlio Madureira igualou. Se valendo de um chute forte, Gustavo Papa fez 2 a 1 para o Xavante. A partir daí, teve início uma sequência incrível de erros. Edson cobrou para fora, assim como Moisés. Os laterais-esquerdos Massari e Xaro foram parados pelos goleiros Léo e Eduardo Martini. Lúcio encerrou as batidas ruins e mandou na trave. Finalmente, Ramon converteu e colocou o Brasil na final.

Comemoração dos atletas após o triunfo nas penalidades (Foto: Carlos Insaurriaga/ G.E. Brasil)

Comemoração dos atletas após o triunfo nas penalidades (Foto: Carlos Insaurriaga/ G.E. Brasil)

FICHA TÉCNICA

Veranópolis: Léo Rodrigues; Igor, Micael, Léo D’Agostini e Massari; Felipe Guedes, Willian Favoni (Admilton/2ºT), Márcio Jonathan (Lúcio, 16/2ºT) e Washington (Júlio Madureira, 34/2ºT); Edson e Zambi (Reginaldo, 2ºT). Técnico: Luis Carlos Winck.

Brasil: Luiz Muller (Eduardo Martini, intervalo); Wender, Leandro Camilo, Teco e Xaro; Leandro Leite, Washington, Felipe Garcia (Gustavo Papa, 45/2ºT), Diogo Oliveira (Moisés, 28/2ºT) e Cleverson (Marcos Paraná, 12/2ºT); Nena (Ramon, 12/2ºT). Técnico: Rogério Zimmermann.

Árbitro: Alexandre Almeida, auxiliado por Johnatan Ceconi e Adriano Rosa da Silva.

Cartões amarelos: Márcio Jonathan e Admilton (VEC); Teco e Wender (BRA).

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