Especial: Os rótulos de Rogério Zimmermann

Rogério Garcia Zimmermann, 48 anos, é um dos principais personagens do futebol pelotense no momento. Ídolo da torcida xavante, chegou ao Brasil pela primeira vez em 2004 e conquistou o acesso do clube à elite do Campeonato Gaúcho. Oito anos depois, voltou à Baixada com a mesma missão e conquistou mais. Além do acesso à Série A do Gauchão (de novo), Zimmermann embalou uma campanha avassaladora na competição estadual deste ano, conquistando o título do interior e uma vaga para a Série D do Campeonato Brasileiro e para a Copa do Brasil 2015.

Ídolo? Estrategista? Retranqueiro? Mala? Pode parar. Se tem um rótulo que cabe perfeitamente em Rogério é o de ser anti-rótulos. Não gosta de discernir quem é titular e quem é reserva em sua equipe. Não quis definir seu estilo como treinador. Não quis eleger um técnico como o melhor da atualidade. Para Zimmermann, “Rótulos muitas vezes mascaram um trabalho totalmente diferente do qual a pessoa faz”.

O treinador é bom com as palavras e, apesar de não ter feito media training , se porta com inteligência incomum perante aos microfones. Isso, segundo ele, graças ao dom da observação, onde aprende com seus colegas de trabalho a fugir de forma elegante de perguntas inóspitas.

Também há espaço para as polêmicas. O treinador, que meses atrás foi chamado de babaca por um jogador rival, se diz inatingido. “Se fosse para brigar com um D’Alessandro, até tudo bem. Mas aquela frase foi insignificante para mim”, disse o técnico, que criticou a imprensa rotuladora e afirmou ser contra as entrevistas dentro de campo.

Ele é bem-humorado e engraçadíssimo. Em uma hora de entrevista exclusiva aos repórteres Thaigor Janke e Eduardo Costa, do Rede Esportiva, Rogério falou sobre temas que vão: da sua curta carreira como jogador, até a relação pessoal de técnico com seus comandados. Confira.

Técnico xavante deu entrevista especial ao Rede Esportiva (Foto: Elison Bitencourt)

Técnico xavante deu entrevista especial ao Rede Esportiva (Foto: Elison Bitencourt)

DE LATERAL DIREITO A TREINADOR PRECOCE

Apesar de não ser do conhecimento de muitos, Rogério Zimmermann jogou futebol. O jovem lateral-direito atuou pelas equipes juvenis e juniores de Cruzeiro e São José, ambos da capital gaúcha. “Se me perguntam se eu joguei futebol, eu desvirtuo, digo que não sei nem chutar uma bola. Não gosto dessa história de ficar me lamentando por não ter conseguido ser jogador de sucesso, ou colocar a culpa toda em uma lesão, ou então dizer que um treinador me sabotou”, revelou Rogério, que largou a carreira de jogador para virar técnico, bastante cedo.

Assim como o restante do plantel de juniores, Zimmermann era casualmente escalado para dar algum treino para equipes de categorias inferiores. “Eram outros tempos de categoria de base. Estamos falando da década de 70/80?, justificou. Após ir tomando jeito para a coisa, Rogério ingressou no curso de educação física do IPA (Instituto Porto Alegre – Rede Metodista) e se graduou.

– Já enquanto cursava a faculdade, trabalhava no São José, com meus 18 anos. Já tinha a responsabilidade de escalar equipes, dar palestras, dar treinos. Esta rotina começou bastante cedo em minha vida.

ASCENSÃO PELAS CATEGORIAS DE BASE O LEVA AO GRÊMIO

“Fui lateral direito, mas vi que seria melhor treinador, do que jogador”

“Fui lateral direito, mas vi que seria melhor treinador, do que jogador”

Foram anos de trabalho nas categorias de base do São José, até que em 1990 Rogério Zimmermann chega ao Grêmio. “Lá eu encontrei outra estrutura. Comecei da categoria bem inferior (11, 12 anos) e fui galgando meu espaço, subindo de categorias, até chegar aos juniores”, revelou.

No Grêmio, Rogério comandou equipes e formou jogadores que se destacaram no cenário mundial, anos depois. Nomes como Carlos Miguel, campeão do Grêmio em 1995, Paulo César Tinga, multi-campeão por Grêmio, Internacional e diversas equipes brasileiras, e até mesmo o astro Ronaldinho Gaúcho, eleito duas vezes o melhor jogador do mundo. Este, o treinador se “orgulha” por tê-lo colocado na reserva.

– Eu falo para meus jogadores: “Eu já deixei o Ronaldinho Gaúcho na reserva. Colocar um de vocês, para mim, é moleza” (risos). Mas falando sério, o Ronaldinho era diferente desde sempre. Ganhou muitos jogos para mim, era um jogador que se via o potencial fantástico que ele teria, logo cedo. Mas o que acontecia? A gente estava treinando para um jogo e ele chegava de viagem da seleção, no dia do jogo. Então a gente poupava ele, deixava ele no banco.

BENTO FREITAS, A SUA CASA

Zimmermann sente-se a vontade na Baixada. Resultado de um trabalho com vitórias e conquistas, que o tornaram ídolo da torcida rubro-negra. “Não sei se me considero um ídolo, não cabe a mim. Eu fico feliz por enxergar que a torcida compreende todo o esforço que a gente faz para levar este clube às glórias. A gente se dedica muito aqui dentro e é importantíssimo saber que podemos contar também com a dedicação do torcedor, do outro lado da tela”, revelou.

Rogério é querido pela torcida (Foto: Manoel Magalhães)

Rogério é querido pela torcida (Foto: Manoel Magalhães)

A história de 242 jogos, 128 vitórias, 68 empates e apenas 46 derrotas começou em 2004, sob a indicação de um conselheiro do Grêmio. “Eu tinha saído há pouco tempo do Grêmio e estava no interior de São Paulo, quando o Carlos Kila, conselheiro do Grêmio, que tinha contatos de patrocínio com o Brasil, me indicou para trabalhar aqui. Marcamos uma reunião juntamente com o presidente da época, Humberto Santos, o Fernando Ribeiro que era vice-presidente e o Hamilton Santos. Fechamos o contrato logo em seguida”, comenta.

Completando dois anos da atual passagem no comandando Xavante e tendo total apoio e cumplicidade com a direção, Rogério revelou um desejo, do qual a direção não conseguiu realizar. Ao ser questionado sobre o porquê de não trabalhar com um auxiliar técnico, Rogério foi claro: “Eu não tenho auxiliar técnico por razões financeiras. Não quero qualquer um trabalhando ao meu lado. O nível de profissional que eu gostaria que me auxiliasse, o Brasil não pode pagar”.

ESTRATEGISTA?

Rogério Zimmermann é o tipo de homem avesso à rótulos. No seu grupo de jogadores afirma não existir distinção entre titulares e reservas. Além disso, diz-se vítima de um rótulo “cultural” criado pela mídia. Acusado, muitas vezes, de montar suas equipes de forma defensiva, Rogério constantemente debate suas ideias com a imprensa.

– Minhas equipes tem como característica a marcação forte. Consequentemente ela acaba levando poucos gols e eu acabei sendo taxado de retranqueiro. Mas olha para os números: o Brasil teve o melhor ataque da Divisão de Acesso do ano passado. No Gauchão de 2014, ficamos entre as melhores equipes do interior. Eu sou um treinador que busco sempre o equilíbrio: a pegada forte, com a qualidade técnica. Muitas vezes acabam não enxergando isto.

Zimmermann aproveitou também para, de forma bem-humorada, rechaçar sua suposta fama de mala . “Aí dizem que o Rogério é mala. Mas vem o jogador e fala: ‘Pô, gosto muito de trabalhar com o Rogério’, ‘Quero muito trabalhar com o Rogério’. É óbvio que eu obrigo eles a falarem isso né, se não obedecerem, não jogam”, comentou às gargalhadas.

POLÊMICAS

O treinador xavante já se envolveu em algumas famosas polêmicas. Na mais recente delas, foi duramente criticado pelo então meio-campo do Pelotas, Bruno Coutinho, às vésperas de um decisivo clássico Bra-Pel. O treinador, que fora chamado de “babaca, que se acha um estrategista” pelo rival, se divertiu ao ser perguntado sobre o fato. Porém, garantiu que não deu muita importância para o mesmo.

– Aquilo foi insignificante. Se eu for brigar com alguém no futebol, vou brigar com alguém… (gestos bruscos) né? Vou deixar para brigar com um D’Alessandro da vida (risos). Aquilo ali não teve a menor significância para mim.

Sobre a polêmica com Beto Almeida, com quem trocou farpas enquanto treinava o Canoas, Rogério minimizou. “Você vê isso acontecendo todo o tempo. O Tite e o Felipão não fizeram o mesmo? É coisa do futebol, que passa, segue a vida”, concluiu.

MAIS: PING-PONG COM ROGÉRIO ZIMMERMANN

Foram mais de uma hora de conversa. Rogério falou sobre polêmicas, seu início de carreira, sua opinião sobre alguns setores da mídia e sua relação com o grupo. Confira no ping-pong do Rede Esportiva.

Rede Esportiva: Tu chegaste a sonhar em ser jogador de futebol?

Rogério Zimmermann: Acho que todo garoto sonha né? Eu joguei nas categorias de base do Cruzeiro e do São José quando era jovem. Era lateral-direito. Mas era tudo muito diferente do que é hoje. Era muito mais amador em relação a tudo: material esportivo, estruturas. Isso era década de 80. Mas sempre que me perguntam se eu fui jogador, eu digo que não. Justamente para não dar essas desculpas do tipo: “ah, machuquei meu joelho”, ou “o treinador não gostava de mim”.

RE: E a tua ideia de ser treinador começou a aparecer em que época?

RZ: Nesta mesma época. Como eu jogava nos juniores do São José, as vezes mandavam a gente dar algum aquecimento, ou algum treinamento específico para as categorias inferiores. Alí, talvez eu vi que seria melhor treinador do que jogador e larguei a bola (risos). Ingressei na faculdade de Educação Física do IPA e, paralelamente, trabalhava na própria categoria de base do São José. Nas equipes mirins, infantis, etc. Então com 18 ou 19 anos eu já vivia uma rotina de técnico, escalava equipes, montava palestras, dava treinos, etc.

RE: Quem eram tuas referências como treinador no início da tua carreira?

RZ: Como eu trabalhava em Porto Alegre, minha referência era a dupla Gre-Nal. Acompanhava muito o trabalho do Rubens Minelli (bi-campeão brasileiro com o Inter em 1975-76) e o Ênio Andrade (campeão brasileiro com o Inter em 1979 e com o Grêmio em 1981). O Minelli na década de 70, trouxe muita coisa da Europa: linha de impedimento, sistema de marcação da seleção alemã. E naquela época, para acompanhar as seleções de fora, era impossível. Por isto ele foi um cara a frente da sua época. E o Ênio Andrade, também, por ser um cara gaúcho, que trabalhou no interior do estado e teve sucesso nos dois clubes da dupla. Estes dois acabaram se tornando referências por trabalharem em Porto Alegre. Me chamavam a atenção pela importância da figura do treinador. Neles, eu via a diferença que o treinador fazia em uma equipe.

RE: Como tu defines o estilo Rogério Zimmermann?

RZ: Sabe que esta história de rotular treinadores e jogadores, é muito difícil. O que eu sempre acreditei no futebol é equilíbrio. Talvez, por eu ser de Porto Alegre e estarmos próximos a escola cisplatina de futebol, realizava excursões para a Argentina e Uruguai, evidente que tem a influência de um futebol competitivo. Minha ideia de futebol é sempre ter um time competitivo: que se imponha fisicamente, que marque forte, que seja agressivo ofensivamente.

As pessoas quando pensam neste estilo de jogo, logo pensam em marcação. Mas se esquecem que aquele Inter da década de 70 tinha o Falcão, o Carpegiani. O Grêmio da década de 90 tinha a dupla de volantes com Dinho e Goiano, que marcavam forte, chegavam firme, mas não erravam um passe. Você precisa ter a qualidade técnica. Tu nunca vai ganhar algo só com marcação, nem só com qualidade técnica. Tem que se buscar sempre o equilíbrio.

Até porque essa história de rotular alguém ou alguma coisa é complicado. As vezes você trabalha de uma forma completamente diferente, mas acaba levando o rótulo de outra coisa. Na segunda vez que eu vim para cá (2012), falaram que eu dava prioridade para a defesa. Mas aí tu pega as minhas equipes tiveram o melhor ataque nos dois acessos que eu conquistei (2004, 2013). No Gauchão do ano passado, ficamos entre os melhores ataques da competição. E ainda querem dizer que eu sou retranqueiro?

RE: Por que tu acha que surgem estes rótulos?

RZ: É uma coisa cultural. Porque na verdade temos muita gente falando sobre futebol, mas poucos são especialistas, que trabalham só com isso, passam o tempo inteiro se aprimorando. Se eu sou treinador, eu não posso dar o mesmo treino que eu dava há 20 anos atrás. O comentarista, ele comenta sempre a mesma coisa: “O time tem que colocar a bola no chão. Usar as laterais. Se fizer um gol não pode recuar…” são sempre as mesmas coisas. Então chega em um ponto do qual você não precisa fazer muito para dar opinião, o que é um grande erro. Porque assim como os treinadores, os repórteres, os jogadores, você sempre pode se aprimorar e ser melhor que os outros. Desde que tu te especialize.

RE: Tu acompanhas a imprensa esportiva pelotense e o que ela fala sobre o Brasil?

RZ: Não muito. Leio jornal as vezes, mas não caio muito na página de esportes, pelo fato de que eu sei o que vai estar la. Não tem porque eu abrir o jornal para saber o que eu treinei ontem com o meu time. Rádio eu não acompanho muito, também por isto. Eu sei o que ela vai dizer. E TV, eu acompanho bastante jogos. Tem muitos jogos, a todo o instante. Mas por exemplo, se chega um momento de competição como foi o Gauchão, com partidas de três em três dias, o meu mundo vira só aquilo. Aí eu não faço nada extra, porque é um envolvimento muito grande. Eu pego um vt do nosso jogo contra o Veranópolis, eu demoro de 4 a 5 horas para assisti-lo inteiro. Porque eu paro em uma jogada, volto, olho de novo e assim vai indo. Se eu vou enfrentar o Novo Hamburgo, pego vídeo de jogo do Novo Hamburgo, olho durante a semana inteira. É violento, tu não tem tempo para nada. Nem mesmo para assistir outros programas.

RE: Por que tu não utilizas um auxiliar técnico?

RZ: Por questões financeiras. Se você ver a comissão técnica do Brasil, ela é a menor do mundo. Sou eu, o João Francisco (preparador físico) e o Passarinho (preparador de goleiros), nos desdobrando ao máximo para conduzir os treinamentos. Eu gostaria de ter um staff técnico com auxiliares, analistas de desempenho, psicólogos, etc. Mas se eu for ter tudo isso, eu quero ter os melhores, os “tops”. Não adianta eu contratar um auxiliar que queira vir com o intuito de aprender. Eu precisaria de alguém que realmente agregasse algo ao time. E infelizmente, o Brasil, hoje, não tem recursos financeiros para bancar um profissional do nível que eu desejo.

Rogério, no Camp Nou, durante viagem pela Espanha (Foto: Reprodução)

Rogério, no Camp Nou, durante viagem pela Espanha (Foto: Reprodução)

RE: Tu realizastes um estágio fora do país. Como foi esta experiência?

RZ: Não sei se posso considerar bem como um estágio. Era 2001, eu não estava trabalhando e o Real Madrid era o time que estava em alta. Peguei um avião e fui lá conferir o que eles faziam de perto. Simples assim (risos). Cheguei lá, me apresentei, com meu currículo de ex-treinador do Grêmio, já dava uma certa moral e falei que queria acompanhar os treinos de perto. Do profissional eu não conseguia muito, mas da base consegui tirar aprendizados ótimos. Durou algumas semanas. Conheci o CT do Barcelona também. Em 2011, estava em uma situação parecida, não estava trabalhando. Peguei o avião de novo e fui. Desta vez o clube em alta era o Barcelona.

RE: Tu és um treinador que lida bem com a imprensa e tem uma certa habilidade para escapar de perguntas mais complicadas. Fizestes ou fazes, algum tipo de “media training”?

RZ: (risos) Não. Mas eu sou um cara que observo muito a relação do treinador com a mídia. Este é um assunto, que eu poderia passar horas falando aqui. Mas eu observo muito os treinadores de alto nível, e aprendo muito analisando o que eles falam. O “porque ganhou” e “porque perdeu”. Eu tenho um certo conhecimento disto sim, um dia eu passo alguma coisa para vocês (risos).

Mas se eu tivesse o poder, que é claro que eu não tenho, eu aboliria as entrevistas em campo de jogadores. As entrevistas de intervalo, de pré-jogo, de pós-jogo, elas atrapalham o jogador. Tomo como exemplo: o Inter saiu ganhando de 2 a 0 do Botafogo e cedeu o empate. No outro jogo, Inter está jogando bem, sai ganhando de 2 a 0, confiante para o intervalo, quando chega um repórter: “Eaí, semana passada vocês deixaram empatar. E agora?” O jogador nem tava pensando nisso e agora está. Eu quero dizer que ela realmente prejudica o time. Por isso eu tenho um acordo com vocês, no qual só dou entrevista após o jogo. Porque ali no intervalo eu não vou acrescentar nada.

RE: O atacante Márcio Jonatan, em recente entrevista especial ao Rede Esportiva, disse que o considera como um pai. pela maneira com que você lida com o grupo. Você realmente age assim? Você considera os jogadores como seus filhos?

RZ: Eu acho que o Márcio Jonatan tá de olho é na herança. (risos) Não, eu acho isso de família uma bobagem, com todo o respeito. Nós temos um ambiente ótimo, mas totalmente profissional. Eu cuido para que meus atletas tenham materiais bons, condições boas de jogar. Mas não é nada pessoal. Não tenho relação pessoal com nenhum jogador. O que não quer dizer que a relação não seja boa. Muita gente fala que eu sou mala, mas todos os jogadores que trabalham comigo vem dizer. “Pô, eu gosto de trabalhar com o Rogério”, “eu quero trabalhar com o Rogério de novo”. Mas falam isso porque eu os obrigo né. Se não falarem isso, não jogam. (risos)

MAIS: NÚMEROS E CURIOSIDADES DE ROGÉRIO ZIMMERMANN

# Completa nesta quarta-feira (21) dois anos do seu retorno ao Bento Freitas.

# Chegou pela primeira vez ao Brasil em 2004 (estreia 31 de janeiro) e ficou até 2006 (último jogo foi no dia 22 de janeiro).

# Na primeira passagem, já era o terceiro treinador que mais dirigiu o Brasil na história.

# Apenas Paulo de Souza Lobo “Galego” com 430 jogos e Osvaldo Barbosa “Capitão Galdino” com 305 jogos superam o atual comandante Xavante.

# É único técnico que conquistou dois acessos pelo Brasil.

# Números: 242 Jogos; 128 Vitórias; 68 Empates; 46 Derrotas; 390 Gols Marcados; 183 Gols Sofridos, 62,25% Aproveitamento

2004 – 2006
128 Jogos
70 Vitórias
33 Empates
25 Derrotas
235 Gols Marcados
108 Gols Sofridos
63,28% Aproveitamento

2012- 2014
114 Jogos
58 Vitórias
35 Empates
21 Derrotas
155 Gols Marcados
75 Gols Sofridos
80 Saldo de Gols
61,11% Aproveitamento

BRAPEL
17 Jogos
6 Vitórias
9 Empates
2 Derrotas
18 Gols Marcados
15 Gols Sofridos
52,94% Aproveitamento

TÍTULOS
Campeonato Citadino: 2004;

Campeonato Estadual – Divisão de Acesso: 2004; 2013;
Campeonato Interior: 2014;
Copa Fronteira: 2012;
Taça 49º Aniversário da Cidade de Sapiranga: 2004;
Troféu 38º Aniversário Rádio Universidade Católica de Pelotas: 2005

Números: Izan Muller da Silva

Áudios da entrevista

Se foi bom de ler, imagina de ouvir! O Rede Esportiva disponibiliza para você, trechos da divertida entrevista com o treinador rubro-negro. Polêmicas Bruno Coutinho e Beto Almeida

Imprensa

Termo “família” no futebol

Rótulos

Deixe seu comentário