Brasil e Figueirense, uma história de grandes confrontos

Nesta sexta-feira, dia 14 de julho, comemoramos a queda da Bastilha, marco inicial da Revolução Francesa. Grande fato histórico, mas também presenciaremos mais um encontro entre o Brasil de Pelotas e o Figueirense, um dos maiores clubes de futebol do vizinho estado de Santa Catarina.

Nos campeonatos brasileiros de todas as divisões este confronto ocorreu em 13 oportunidades, e o Figueira leva vantagem nos enfrentamentos, somando seis vitórias contra quatro triunfos do Xavante. As duas primeiras partidas entre Brasil e Figueirense aconteceram no Brasileirão de 1978, que marcou a estreia do rubro-negro nas competições nacionais. Nestes primeiros jogos vimos uma larga vantagem dos catarinenses, que venceram os dois encontros.

Em 1995, as duas equipes se reencontraram e iniciaram uma incrível série de 11 jogos, que aconteceram em anos consecutivos e encerraram-se no ano 2000. Depois disto, os times de Pelotas e Florianópolis nunca mais se encontraram.

Assim, o confronto deste dia 14 de julho marca a volta de um embate de muita tradição no cenário futebolístico da região Sul do Brasil.

Mas um fato curioso dos jogos entre o Xavante e o Figueira é que as quatro vitórias do rubro-negro aconteceram em duas temporadas, justamente quando as equipes se enfrentaram em fases eliminatórias de campeonatos brasileiros da Série C, a popular Terceira Divisão nacional.

Assim, chegamos ao ano de 1995, quando a Terceirona reuniu incríveis 107 equipes, o maior certame nacional até então. Na primeira fase da competição os clubes foram organizados em 32 grupos. O Brasil enfrentou o Pelotas e o Caxias, conseguindo classificar-se à etapa posterior, assim como a equipe da Serra.

Enquanto isso, o Figueirense classificou-se em segundo lugar em uma chave que foi vencida pelo paranaense Batel, o Blumenau foi o único desclassificado. Como os grupos daquela Série C eram regionalizados, na segunda fase tivemos o encontro entre Brasil e Figueirense, no sistema eliminatório.

Os jogadores mais conhecidos do Figueirense eram Ion (ex-Grêmio) e Gelásio, que jogaria pelo Criciúma no ano de 1996. Foi pouco para barrar o Xavante, que contava com Luizinho Vieira, Dido, Clairton e o histórico zagueiro Silva. Duas vitórias xavantes incontestáveis e classificação garantida até com certa facilidade (1×3 e 2×1).

Três anos depois, em 1998, Brasil e Figueirense jogaram novamente em uma segunda fase da Série C do Brasileirão. Desta vez, o Xavante passou na segunda colocação de um grupo que teve o Avaí como campeão e o 15 de Novembro de Campo Bom, região metropolitana de Porto Alegre, classificando-se na terceira posição.

Já o Figueirense também foi vice-campeão de uma chave em que os gaúchos dominaram, Caxias ficando com o título simbólico do grupo e o Zequinha de Porto Alegre conquistando a terceira vaga.

A equipe catarinense trouxe alegrias, mas também assustou seus torcedores, quando goleou os paranaenses Rio Branco e União Bandeirante, mas foi goleado de forma impiedosa pelo mesmo União e também pelo gaúcho Caxias.

Os destaques deste irregular Figueirense eram o lateral Perivaldo, ex-Botafogo, e os técnicos Gassem, ex-jogador do São Paulo e Vacaria, que jogou no glorioso Internacional dos anos 1970. Ambos dirigiram o Figueira durante a competição.

O Brasil que remontou seu time durante o Gauchão e chegou às semifinais do Estadual, contava com Luiz Gustavo, ex-Inter, Valdir, Pino e o zagueiro Vladimir. Com esta base vitoriosa e vindo de uma campanha mais consistente na primeira fase da Série C, o Xavante atropelou o Figueirense no mata-mata da segunda fase, mais duas vitórias do rubro-negro (0x1 e 2×1).

O Xavante não conseguiu o acesso, pois foi eliminado na quarta fase da competição pelo Avaí, mas estas duas vitórias de 1998 tornaram-se históricas porque foram os últimos triunfos do rubro-negro sobre o alvinegro de Florianópolis.

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